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Título: Alterações renais em pacientes com esquistossomose mansoni crônica em área de baixa endemicidade do Estado do Ceará : avaliação da função tubular e glomerular
Título em inglês: Changes in Kidney patients in chronic schistosomiasis low endemic areas of Ceará State Brazil : assessement of tubular and glomerular functions
Autor(es): Hanemann, Ana Lúcia de Paula
Orientador(es): Bezerra, Fernando Schemelzer de Moraes
Palavras-chave: Schistosoma mansoni
Esquistossomose mansoni
Data do documento: 2012
Citação: HANEMANN, A. L. P. (2012)
Resumo: O envolvimento renal na esquistossomose mansoni é raramente descrito e pode ser caracterizada principalmente por alterações glomerulares, podendo permanecer assintomática, daí a importância de biomarcadores que possam detectar precocemente alterações da função renal. O objetivo foi caracterizar as alterações renais em pacientes portadores de esquistossomose mansoni, antes e após tratamento na fase intestinal, procedentes de uma área de baixa endemicidade no Estado do Ceará. Trata-se de um estudo transversal, de caráter avaliativo e de natureza quantitativa e intervencionista, incluindo 85 pacientes com diagnóstico parasitológico (Kato-Katz) confirmado de esquistossomose mansoni. Os pacientes foram divididos em três grupos: Grupo I (G-I) - grupo controle com 24 indivíduos não infectados; Grupo II (G-II) - grupo com 30 indivíduos infectados por S. mansoni e Grupo III (G-III) - grupo com 31 indivíduos infectados por S. mansoni, tratados e avaliados após o tratamento. A função renal foi avaliada através de marcadores renais tubular e glomerular, incluindo dosagem do pH urinário, estimativa da fração de excreção dos eletrólitos (FE), estimativa do ritmo de filtração glomerular (eRFG), albumina urinária e MCP-1/CCL2 urinário (proteína quimiotática de monócitos-1). Dados do presente estudo mostram que a maioria dos indivíduos estavam dentro da faixa etária em torno de 23,2  13 anos, sendo 39 (45,88%) homens e 46 (54,11%) mulheres. Quando os marcadores renais tubulares foram analisados verificou-se que não houve diferença entre os grupos. Com relação aos marcadores renais glomerulares foi observado que MCP-1 foi o único que apresentou diferença, sendo maior no G-II (178 ± 97pg/mcg-Cr) e no G-III (175 ± 87pg/mcg-Cr), quando comparado com o G-I (123 ± 48pg/mcg-Cr), p=0,009 e p=0,007, respectivamente. Não houve diferença quando os grupos G-II e G-III (p=0,892) foram comparados. Apesar da albumina urinária não ter apresentado diferença entre os três grupos, ela correlacionou-se com MCP-1 (r=0,463; p=0,01). Em suma foi observado um aumento significativo dos níveis urinários de MCP-1 nos pacientes com esquistossomose mansoni. Como esta proteína desempenha um importante papel no recrutamento de monócitos para os sítios de lesões e infecções, o seu aumento na urina sugere que há uma inflamação renal e isso não se reverteu após o tratamento desta doença.
Abstract: Renal involvement in schistosomiasis is rarely reported and can be characterized mainly by glomerular and may remain asymptomatic, hence the importance of biomarkers that can detect early changes in renal function. The objective was to characterize renal changes in patients with schistosomiasis mansoni before and after treatment in the intestinal phase, coming from an area of low endemicity in the state of Ceará. This is a cross-sectional study of character evaluation, quantitative and interventionist, including 85 patients with parasitological (Kato-Katz) confirmed schistosomiasis. Patients were divided into three groups: Group I (GI) - control group of 24 uninfected individuals, Group II (G-II) - a group of 30 individuals infected with S. mansoni and Group III (G-III) - group with 31 individuals infected with S. mansoni, processed and evaluated after treatment. Renal function was assessed by renal tubular and glomerular markers, including measurement of urinary pH, estimation of fractional excretion of electrolytes (FE), estimated glomerular filtration rate (eGFR), urinary albumin and urinary MCP-1/CCL2 ( Monocyte chemoattractant protein-1). Data from this study show that most subjects were within the age range around 23,2 ±13 years, 39 (45,88%) men and 46 (54,11%) women. When the renal tubular markers were analyzed it was found that there was no difference between groups. With respect to renal glomerular markers was observed that MCP-1 was the only one that was different, being higher in G-II (178 ± 97pg/mcg-Cr) and G-III (175 ± 87pg/mcg-Cr) when compared with the GI (123 ± 48pg/mcg-Cr), p = 0,009 and p = 0,007, respectively. There was no difference among the groups G-G-II and III (p = 0,892) were compared. Although the albumin excretion did not provide a difference between the three groups, it was correlated with MCP-1 (r= 0,463, p= 0.01). In short there was a significant increase in urinary levels of MCP-1 in patients with schistosomiasis. As this protein plays an important role in the recruitment of monocytes to sites of injury and infection, its increase in urine suggests that there is an inflammation of the kidneys and this is not reversed after treatment of this disease.
Descrição: HANEMANN, Ana Lúcia de Paula. Alterações renais em pacientes com esquistossomose mansoni crônica em área de baixa endemicidade do estado do Ceará : avaliação da função tubular e glomerular. 2012. 79 f. Dissertação (Mestrado em Patologia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2012.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/6882
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