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Título: Estudo da perda auditiva em crianças de zero a 14 anos atendidas em um serviço de referência
Título em inglês: Study of hearing loss in children from birth to 14 years seen at a referral service
Autor(es): Sampaio, Fernanda Monica de Oliveira
Orientador(es): Leite, Álvaro Jorge Madeiro
Palavras-chave: Audiologia
Criança
Surdez
Data do documento: 2001
Citação: SAMPAIO, F. M. O. (2001)
Resumo: ntrodução: A deficiência auditiva, durante a infância, resulta em déficit na recepção e expressão da linguagem comprometendo o desenvolvimento social, emocional, cognitivo e comunicativo do indivíduo. A surdez, na infância, é tão devastadora, que muitas vezes impede que a criança desenvolva-se plenamente, obrigando-a à exclusão de seu meio social. Objetivo Geral: Estudar a perda auditiva em crianças atendidas em serviço de referência. Objetivos específicos: Determinar a proporção dos principais fatores de risco para a perda auditiva; determinar os principais tipos e graus de perda auditiva; estabelecer o tempo médio decorrido entre a suspeita da perda auditiva pela família e o primeiro diagnóstico audiológico; estimar a proporção de perda auditiva evitável. Delimeamento do Estudo: estudo transversal. Local de estudo: Serviço de Audiologia do Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI) da Universidade de Fortaleza. Participantes: crianças da faixa etária de zero a 14 anos. Variáveis estudadas: sexo, procedência, profissional que encaminhou ao serviço, faixa etária, tempo médio decorrido entre a suspeita da perda auditiva pela família e o primeiro diagnóstico audiológico, tipo de perda auditiva pela família e o primeiro diagnóstico audiológico, tipo de perda auditiva, grau da perda auditiva, fatores de risco para a deficiência auditiva, surdez evitável. Resultados: Foram avaliadas 488 crianças; a perda auditiva de qualquer tipo ou grau foi encontrada em 280 crianças (62,5%), destas, 165 (58%) eram do sexo masculino. Os pediatras responderam por apenas 1,8% dos encaminhamentos ao serviço, sendo a grande maioria encaminhada por otorrinolaringologista (42,9%). Crianças na faixa etária de 2 a 7 anos representaram a maio proporção de crianças avaliadas (49,3%), somente 1,3% das crianças tinham idade inferior a 1 ano. O tempo médio, decorrido entre a suspeita de perda auditiva pela família e o primeiro diagnóstico de surdez, foi de 3 anos e 2 meses. Dentre as crianças que apresentaram perda auditiva, verificou-se 66,4% de perdas sensorioneurais, 18,9% de perdas condutivas, 0,7% de perdas mistas e 13,9% de exames inconclusivos. Para as perdas auditivas sensorioneurais bilaterais, o grau profundo foi de maior ocorrência (35,4%). Surdez potencialmente evitável foi estimada em 57,4%. Para os prováveis fatores etiológicos, a hereditariedade foi predominante (22,0%), seguida pela rubéola congênita, (13,9%). Os problemas condutivos representaram o total de 18,9% da amostra, seguidos pela caxumba com 9,6% a meningite, com 7,5% e o sarampo com 7,5%. Conclusões: Foi extremamente baixa a proporção de crianças avaliadas no primeiro ano de vida (1,3%), bem como o tempo médio transcorrido entre a suspeita da perda auditiva pela família e o diagnóstico de surdez (3 anos e 2 meses). As perdas de origem ambiental (rubéola na gravidez, meningite, sarampo, problemas condutivas e caxumba) sobrepujaram as causas de origem hereditária e genética, sendo responsáveis por mais de 50% das perdas auditivas; consideradas casos de surdez evitável. As perdas auditivas do tipo sensorioneural bilateral de grau severo e profundo foram as de maior ocorrência (42,2%); sendo consideradas as de maior gravidade para o desenvolvimento da fala e linguagem da criança. A divulgação de mensagens para a comunidade enfatizando a importância da saúde auditiva para o desenvolvimento da criança aliada a implantação de medidas de prevenção contra a perda da audição, estratégia de identificação e encaminhamento das crianças de risco e, de serviços e profissionais de saúde atentos ao problema podem consistir em soluções eficazes para reduzir o elevado número de casos de deficiência, principalmente os relacionamentos à surdez evitável, impedindo, dessa forma, que crianças possam ser acometidas por doença tão devastadora e estigmatizante como a surdez.
Abstract: Introduction: Hearing impairment in childhood, resulting in a deficit in language reception and expression of undermining the social, emotional, cognitive and communicative individual. Deafness in childhood is so devastating, that prevents the child to develop fully, forcing it to the exclusion of their social environment. General Objective: To study hearing loss in children seen in a reference. Specific Objectives: To determine the proportion of major risk factors for hearing loss and determine the main types and degrees of hearing loss; establish the average time between the suspicion of hearing loss for the family and the first audiological diagnosis, estimate the proportion of hearing loss avoidable. Delimeamento Study: cross sectional study. Place of study: Department of Audiology, Center for Integrated Medical Attention (NAMI) at the University of Fortaleza. Participants: children aged zero to 14 years. Variables studied: sex, origin, who referred to the service professional, age group, median time from suspicion of hearing loss for the family and the first audiological diagnosis, type of hearing loss for the family and the first audiological diagnosis, hearing loss, degree of hearing loss, risk factors for hearing loss, deafness avoidable. Results: We evaluated 488 children, hearing loss or degree of any kind was found in 280 children (62.5%) of these, 165 (58%) were male. Pediatricians accounted for only 1.8% of referrals to the service, with most being referred by ENT (42.9%). Children aged 2-7 years represented the proportion of children assessed in May (49.3%), only 1.3% of children aged less than one year. The average time elapsed between the hearing loss suspected by the family and the first diagnosis of deafness was 3 years and 2 months. Among children who had hearing loss, there was 66.4% sensorineural loss, conductive hearing loss of 18.9%, mixed 0.7% loss and 13.9% of inconclusive examinations. For bilateral sensorineural hearing loss, the profound degree was more frequent (35.4%). Deafness potentially avoidable was estimated at 57.4%. Probable etiological factors, heredity was predominant (22.0%), followed by congenital rubella (13.9%). The problems conductive represented a total of 15 18.9% of the sample, followed by mumps, meningitis 9.6%, 7.5% to 7.5% and measles. Conclusions: It was extremely low percentage of children assessed in the first year of life (1.3%), and the average time between the suspicion of hearing loss for the family and the diagnosis of deafness (3 years 2 months). The loss of environmental origin (rubella during pregnancy, meningitis, measles, mumps and conductive problems) overcame the causes of hereditary and genetic, accounting for more than 50% of hearing loss, deafness considered preventable. The sensorineural hearing loss bilateral severe and profound were the most frequent (42.2%) are considered the most serious for the development of speech and language of the child. The dissemination of messages to the community emphasizing the importance of hearing health to child development coupled with the implementation of preventive measures against hearing loss, strategy identification and referral of children and risk, services and health professionals aware of problem may consist of effective solutions to reduce the high number of cases of disability, especially relationships with deafness prevented, preventing in this way, children can be affected by such a devastating and stigmatizing disease such as deafness.
Descrição: SAMPAIO, Fernanda Monica de Oliveira. Estudo da perda auditiva em crianças de zero a 14 anos atendidas em um serviço de referência. 2001. 93 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2001.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/6956
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