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Title in Portuguese: Avaliação hemodinâmica, glicêmica e cognitiva da infusão contínua de clonidina como coadjuvante de técnica anestésica padronizada em cirurgia bariátrica
Title: Hemodynamic, glycemic and cognitive evaluation of continuous infusion of clonidine as coadjuvant standardized anesthetic technique in bariatric surgery
Author: Oliveira, Lorena Antonia Sales de Vasconcelos
Advisor(s): Moraes Filho, Manoel Odorico de
Co-advisor(s): Fernandes, Claudia Regina
Keywords: Obesidade Mórbida
Anestesia
Clonidina
Cirurgia Bariátrica
Issue Date: 2011
Citation: OLIVEIRA, Lorena Antônia Sales de Vasconcelos. Avaliação hemodinâmica, glicêmica e cognitiva da infusão contínua de clonidina como coadjuvante de técnica anestésica padronizada em cirurgia bariátrica. 2011. 122 f. Dissertação (Mestrado em Cirurgia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2011.
Abstract in Portuguese: A obesidade mórbida é uma doença muito freqüente nos dias de hoje. O paciente obeso mórbido apresenta importantes alterações fisiológicas e anatômicas, além de comorbidades de grande significado clínico, particularmente cardiovasculares, respiratórias e metabólicas, exigindo do médico anestesiologista pleno conhecimento dessas peculiaridades, para que possa realizar uma abordagem segura, tendo em vista que os procedimentos cirúrgicos têm sido cada vez mais constantes nesse grupo de indivíduos. O objetivo deste estudo clínico, prospectivo e não aleatório, foi avaliar os efeitos da administração do agente agonista α2 adrenérgico clonidina, como fármaco coadjuvante de técnica anestésica padronizada para cirurgia da obesidade em 36 pacientes que pertenciam ao grupo de obesidade mórbida do Hospital Universitário Walter Cantídio. Foram distribuídos em dois grupos: o primeiro grupo composto por 25 pacientes recebeu clonidina administrada em infusão contínua na dose de 2 mcg/kg de peso ideal, iniciada dez minutos antes da indução anestésica e mantida em seguida, na dose de 0,4 a 0,7 mcg/kg/h de peso ideal, tendo sido descontinuada no início do fechamento da aponeurose; o segundo grupo composto por 11 pacientes, não recebeu a infusão do agente agonista, entretanto todo o restante da técnica anestésica foi igual. As principais variáveis avaliadas foram a pressão arterial sistólica e diastólica, a freqüência cardíaca, o índice bispectral (BIS), a concentração expirada de sevoflurano (CESEV), a sensação de dor, o mini-exame do estado mental (MEEM) e os níveis glicêmicos. Quanto aos dados demográficos, não houve diferença entre os dois grupos estudados. Com relação aos parâmetros hemodinâmicos, houve aumento da pressão sistólica e diastólica no momento da incisão cirúrgica no grupo controle (P < 0,05). Não houve diferença na função cognitiva. Foi verificada uma melhor analgesia pós-operatória no grupo clonidina (P< 0,05). Não houve diferença significativa no comportamento glicêmico no período peri-operatório quando foram analisados os dois grupos, porém quando se analisou apenas os pacientes do grupo clonidina, observou-se que nos não diabéticos, ocorreu um aumento significativo da glicemia durante o período intra-operatório (P < 0,05), no entanto, sem ultrapassar o valor de 200 mg/dl. Houve maior controle hemodinâmico intra-operatório com a utilização da clonidina. O grupo clonidina apresentou um despertar mais rápido ao final da cirurgia e também obteve melhor analgesia no período pós-operatório. O uso do fármaco não interferiu com o retorno das funções cognitivas. Em baixas doses, a clonidina não determinou alterações nos níveis glicêmicos no período peri-operatório, entretanto, nos pacientes diabéticos em que o agonista foi administrado, observou-se um melhor controle da glicemia, o que não foi demonstrado nos pacientes não diabéticos. Os pacientes dos dois grupos não apresentaram efeitos adversos.
Abstract: Morbid obesity is very frequent nowadays. The morbidly obese patient presents important anatomical and physiological changes, and comorbidities of great clinical significance, particularly cardiovascular, respiratory and metabolic demands of the physician anesthesiologist must be aware of these peculiarities, so you can make a safe approach, considering that the surgical procedures have been increasingly appearing in this group of individuals. The objective of this clinical, prospective and not randomized, was to evaluate the effects of administration of the α2-adrenergic agonist clonidine as an adjunct to drug standardized anesthetic technique for obesity surgery in 36 patients who belonged to the group of morbid obesity at the university hospital . Were divided into two groups: the first group of 25 patients received clonidine administered by continuous infusion at a dose of 2 mcg / kg ideal body weight, which started ten minutes before induction of anesthesia and then maintained at a dose from 0,4 to 0,7 mcg / kg / h of ideal weight, having been discontinued in the early closure of the aponeurosis and the second group of 11 patients did not receive the infusion of the agonist, however the rest of the anesthetic technique was equal. The main variables evaluated were systolic and diastolic blood pressure, heart rate, bispectral index (BIS), the expired concentration of sevoflurane, pain sensation, the mini-mental state examination (MMSE) and levels glucose. With regard to demographics, there was no difference between the two groups. With respect to hemodynamic parameters, an increase of systolic and diastolic blood pressure at the time of surgical incision in the control group (P <0.05). There was no difference in cognitive function. It was observed a better postoperative analgesia in the clonidine group (P <0.05). There was no significant difference in glycemic levels in the peri-operative when they examined the two groups, but when we examined only patients in the clonidine group, we observed that in nondiabetic patients, there was a significant increase in blood glucose during the intraoperative (P <0.05), however, not to exceed 200 mg / dl. There was greater intraoperative hemodynamic control with the use of clonidine. The clonidine group showed a more rapid awakening at surgery and also achieved better analgesia in the postoperative period. The use of the drug did not interfere with the recovery of cognitive function. At low doses, clonidine did not cause changes in glucose levels in the perioperative period, however, in diabetic patients in which the agonist was administered, there was a better glucose control, which was not demonstrated in nondiabetic patients. Patients in both groups showed no adverse effects.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/7591
metadata.dc.type: Dissertação
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