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Title in Portuguese: Relação entre marcadores tradicionais de função renal e a proteína Monócitos-1 (MCP-1) urinária em pacientes com hanseníase
Author: Meneses, Gdayllon Cavalcante
Advisor(s): Martins , Alice Maria Costa
Keywords: Hanseníase
Biomarcadores Farmacológicos
Estresse Oxidativo
Issue Date: 2013
Citation: MENESES, G. C. Relação entre marcadores tradicionais de função renal e a proteína Monócitos-1 (MCP-1) urinária em pacientes com hanseníase. 2013. 82 f. Dissertação (Mestrado em Farmacologia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2013.
Abstract in Portuguese: Introdução: As lesões renais na hanseníase tem grande importância, pois podem evoluir para uma doença renal de etiologia glomerular (glomerulonefrites, amiloidose) ou tubulointersticial. Objetivo: Investigar disfunções renais em pacientes com hanseníase utilizando marcadores tradicionais de função renal e a Proteína Quimiotática de Monócitos-1 (MCP-1) urinária. População e Metodologia: Foi realizado estudo transversal e prospectivo de 44 pacientes com hanseníase em todas as formas clínicas, antes do início do tratamento, sem estado reacional e sem outras nefropatias. Os pacientes foram acompanhados em centros públicos de saúde em Fortaleza, Ceará, Brasil entre agosto de 2012 e agosto de 2013. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará (No: 267.426). Os pacientes foram comparados com um grupo controle composto por 15 indivíduos sadios. Foi calculada a fração de excreção de eletrólitos, estimada a taxa de filtração glomerular (TFG), proteinúria e microalbuminúria. O estresse oxidativo urinário foi quantificado pelo Malonaldeído (MDA) urinário e o MCP-1 urinário foi quantificado através da técnica do ELISA sanduíche. Os valores foram normalizados pela creatinina urinária. Resultados: Não houve diferença significativa entre a idade, sexo, peso corporal e pressão arterial entre os grupos. A idade média dos pacientes foi de 36±10 anos, sendo 61 % do gênero masculino. O tempo de doença variou de um mês a 8 anos, com média de 17 meses. A baciloscopia foi positiva em 26 pacientes (59,1%) e negativa em 18 (40,9%). Quanto à classificação: 14 pacientes (31,8%) eram do pólo tuberculóide (TT/DT), 19 (43,2%) eram dimorfos (DD) e 11 (25%) eram do pólo virchowiano (DV/VV). As provas de função renal não diferiram (p>0,05), com exceção da proteinúria. Os pacientes com hanseníase tiveram níveis elevados de proteinúria (97,6±69,2 vs 6,5±4,3 mg/g-Cr, p<0,001) do MDA urinário (1,77±1,31 vs 1,27±0,66 mmol/g-Cr, p=0,0372) e do MCP-1 urinário (101±79,8 vs 34,5±14,9 mg/g-Cr, p=0,006) em relação ao grupo controle respectivamente. O MCP-1 urinário esteve maior nos pacientes multibacilares em relação aos paucibacilares (122,1±91,9 vs 72±46,1 mg/g-Cr, p=0,023), respectivamente e se correlacionou positivamente com a baciloscopia (r=0,104; p=0,035), com a albuminúria (r=0,171; p=0,006) e com o MDA urinário (r=0,205; p=0,002). Conclusão: Em pacientes com hanseníase sem doença renal clínica, o MCP-1 urinário esteve aumentado sobretudo no pólo virchowiano, e se associou com marcadores de progressão de lesão renal, apresentando grande utilidade como preditor de disfunção renal.
Abstract: Introduction: Leprosy patients can present with kidney disease from glomerular (glomerulonephritis, amyloidosis) or tubule-intertitial etiology. Aims: To evaluate renal abnormalities in leprosy patients through traditional markers of renal disease and Monocyte Chemotactic Protein-1 (MCP-1). Methods: This is a cross-sectional study of 44 patients with clinical and laboratory diagnosis of leprosy and with no previous anti-mycobacterium treatment and reaction episode. Patients were recruited in public health centres in Fortaleza, Ceara, Brazil between August 2012 and August 2013. The protocol of this study was approved by the Ethical Comitee of the Walter Cantidio University Hospital, Federal University of Ceara, Brazil (Nº 267.426). Also, a group of 15 healthy subjects were included as a control group. Glomerular filtration rate (GFR), protein excretion, microalbuminuria and Urinary oxidative stress (malondialdehyde-MDA) were estimated. Urinary MCP-1 was determined by sandwich enzyme-linked immunosorbent assay. All urine measurements were normalized by urinary creatinine concentration. Results: Age and gender were similar between leprosy patients and control groups. Patients’ average age was 36±10 years, and 61% were male. Time from symptoms to leprosy diagnosis varied from one month to 8 years, with a median time of 17 months. Twenty-six patients had skin smear-positive test (59,1%) and 18 were negative (40,1%). Clinically, there were 14 (31,8%) tuberculoid polar form (TT/BT), 19 (43,2%) boderline (BB) and 11 (25%) lepromatous polar form (LL/BL). Regarding renal function, no patient had chronic kidney disease. Leprosy patients had a higher urine protein excretion (97,6±69,2 vs 6,5±4,3 mg/g-Cr, p<0,001), urinary MDA (1,77±1,31 vs 1,27±0,66 mmol/g-Cr, p=0,0372) and urinary MCP-1 (101±79,8 vs 34,5±14,9 mg/g-Cr, p=0,006) than healthy controls. Urinary MCP-1 was higher in multibacillary than in paucibacillary patients (122,1±91,9 vs 72±46,1 mg/g-Cr, p=0,023). There was a positive correlation between urinary MCP-1 and bacteriological index in skin smear (r=0,104; p=0,035), urinary MCP-1 and albumin excretion rate (r=0,171; p=0,006) and urinary MCP1 and urinary MDA (r=0,205; p=0,002). Conclusion: Leprosy patients with no clinical kidney disease have increased urinary MCP-1 and its levels are even higher according patients approximates to lepromatous polar form. Moreover, urinary MCP-1 was associated with urinary oxidative stress and urine albumin excretion, suggesting these patients are at increased risk of developing clinical kidney disease in the future.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/7687
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