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Título: Sobre a qualidade do crescimento econômico no Brasil de 1995 a 2008: uma análise comparativa entre estados e regiões brasileiras
Autor(es): Matias, Jonathan de Souza
Barreto, Flávio Ataliba Flexa Daltro
Salvato, Márcio Antônio
Palavras-chave: Crescimento Econômico
Data do documento: 2010
Editor: Estudos Econômicos
Citação: MATIAS, Jonathan de S.; BARRETO, Flávio A.F.D.; SALVATO, Márcio Antônio (2010)
Série/Relatório no.: 22;
Resumo: Essa pesquisa tem como objetivo central qualificar o tipo de crescimento econômico ocorrido no Brasil,Regiões e Unidades da Federação de 1995 a 2008. É feita também uma análise para os sub-períodos 1995-2002 (FHC) e 2002-2008 (LULA). O interesse foi investigar se o crescimento econômico observado nesses períodos foi em favor dos mais pobres, dos não pobres, empobrecedor ou o chamado Trickle-Down, em que ocorre aumento da renda média da economia com redução na pobreza, mas com piora na desigualdade. Para esse fim, foram utilizadas três metodologias distintas: (i) O Cálculo de Elasticidades Crescimento-Pobreza e Desigualdade-Pobreza; (ii) A Utilização da Curva de Crescimento-Pobreza; e;(iii) O Cálculo do Índice de Crescimento Pró-Pobre. A base de dados utilizada foi a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE para os anos de 1995 até 2008 (exceto 2000), excluindo a Região Norte por problema de consistência de dados. Como variável de análise, foi utilizada a renda domiciliar per capita e a linha de pobreza foi calculada a partir de Rocha (1997), utilizando como referência ½ salário mínimo regionalizado. A primeira metodologia, baseada em Ravallion e Datt, 1999, qualifica o crescimento econômico “própobre” quando a elasticidade renda-pobreza estimada é superior a 1. Isso significa que 10% de aumento da renda média da economia reduziria a pobreza nessa localidade em mais desse valor. Utilizando esse procedimento verificou-se que praticamente em todos os estados brasileiros, o crescimento foi pró-pobre,com exceção dos estados do Nordeste onde a elasticidade crescimento-pobreza foi menor que 1. Sergipe, entretanto apresentou um padrão pró-pobre. Na segunda metodologia, que é proposta por Son (2003), constata-se que no período FHC, o Brasil como um todo, as regiões Sul e Sudeste são pró-pobre, com exceção de São Paulo (Indefinido) e Rio Grande do Sul (Trickle-Down). O destaque novamente fica com os estados do Nordeste, pelo alto número de indefinições na qualidade de crescimento, sendo apenas o Ceará nesse período pró-pobre. Já no período Lula, verifica-se que o Brasil, as regiões e a maioria dos estados foram pró-pobres. A exceção,novamente, são estados no Nordeste, continuando o Ceará ser pró-pobre. Por fim, na soma de resultados,considerando o período completo, o Brasil, as regiões e quase todos os estados novamente foram própobres. Na terceira e última metodologia, sugerida por Kakwani e Pernia (2000), o Brasil e suas Regiões (exceto Centro-Oeste) são classificados com pró-pobres nos três períodos de análise (FHC, Lula e período completo). Com relação aos Estados, os resultados são distintos entre as regiões Sul-Sudeste e Nordeste-Centro-Oeste. No primeiro grupo, verifica-se que há um completo domínio de crescimentos pró-pobre, em todas as UF’s das duas regiões e em todos os períodos (exceto São Paulo). Considerando o segundo grupo, todos os Estados são pró-pobres no período Lula. Um ponto importante que se verificou é que apesar das metodologias serem distintas, as três convergem para um mesmo resultado considerando o período todo para o Brasil como sendo pró-pobre. Mas no Nordeste, essa tendência foi verificada ser menos intensa que as outras regiões do país. Esse fato evidência que o Nordeste teve menos capacidade de reduzir a pobreza que as outras regiões do país.
Descrição: MATIAS, Jonathan de Souza; BARRETO, Flávio A.F.D.; SALVATO, Márcio Antônio. Sobre a qualidade do crescimento econômico no Brasil de 1995 a 2008: uma análise comparativa entre estados e regiões brasileiras. Fortaleza: Laboratório de Estudos da Pobreza / CAEN / UFC, 2010. Ensaio sobre Pobreza, 22
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/908
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