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Título: O sujeito como operador de uma indeterminação: dialética, psicanálise e ato educativo
Título em inglês: The subject as operator of an indeterminacy: dialectic, psychoanalysis and educational, act
Autor(es): CARVALHO, Mayara Pinho de
Orientador(es): RECH, Hildemar Luiz
Palavras-chave: Subject
Indeterminacy
Identidade
Finitude
Sujeito
Data do documento: 2015
Editor: www.teses.ufc.br
Citação: CARVALHO, M. P.; RECH, H. L. (2015)
Resumo: A modernidade possibilita uma compreensão da experiência do sujeito a partir de regularidades dos modos de ser, agir, julgar etc. Há uma normatividade que regula a vida social, e o sujeito existe enquanto essa possibilidade de fundar seu próprio campo de experiência. Uma teoria do sujeito, a partir dessa perspectiva, corresponde a uma elaboração do modo como o humano funda seu lugar enquanto processo de unidade e autoidentidade, estando aí o cerne de normatividade que organiza a vida social. Diante desse problema, criticar a categoria de sujeito corresponde a fundamentar uma teorização que não se comprometa com modos de determinação identitária do sujeito, mas que compreenda como o campo de experiência se estrutura através de acontecimentos a partir de uma negatividade. Em Žižek, podemos encontrar o problema do sujeito como o núcleo central de seu pensamento, mas esse realiza uma inversão da tradição que articula a passagem fundamental de uma metafísica da identidade para uma ontologia negativa. Dessa forma, o problema fundamental desse trabalho é desenvolver alternativas em relação a uma teoria do sujeito comprometida com a ideia de finitude humana, atrelada a um princípio identitário: pensar modos de compreensão do humano para além dos reconhecidos pela representação. Em contraponto a uma filosofia da identidade, o trabalho de Žižek tem se direcionado sobre a questão do excesso/falta na ordem do Ser, e é pela relação entre idealismo alemão e psicanálise que ele elabora suas reflexões. Essa perspectiva abre um campo político fundamental, pois a potência de desligamento de modos estruturais de subjetivação guarda a possibilidade de novas formas de subjetivação. Assim, o sujeito é isso que carrega a condição transcendental de possibilidade e impossibilidade dos modos de ser. Uma política que tem por horizonte a emancipação deve fazer um tipo de ruptura na compreensão do homem a partir de figuras identitárias. Diante desses problemas, é necessário estabelecer uma humanidade liberada da categoria "humano" e que possibilite novos rearranjos políticos. O “inumano”, então, seria precisamente essa dimensão do impessoal e do despersonalizado, o que não pode ser singularizado através do reconhecimento dos processos psicológicos individuais. A partir dessas reflexões sobre processos que acontecem para além dessa categoria de humano, o ato político-pedagógico crítico instaura sua própria legalidade, suspendendo a Lei do poder, abrindo espaços para a criatividade e a instauração de um processo de emancipação econômico-social, cultural e político.
Abstract: The experience of modernity enables a comprehension of the subject based on regularities on the way of being, acting, judging and so on. There is a normativity that regulates social life, and the subject exists as this possibility of setting up its own field of experience. A theory of the subject, from this perspective, corresponds to an understanding that the human founds his ground of experience as a process of unity and self-identity, lying there the core of normativity that organizes social life. Criticising the category of the subject corresponds to grounding a theorisation that is not compromised with identitary modes of determination of the subject, but that understands how the field of experience structures itself through events from a negativity. In Žižek, we can find the problem of the subject as the main core of his thought, but he operates an inversion from the tradition that contains a fundamental passage from a metaphysics of identity to a negative ontology. This way, the main problem of this paper is to develop alternatives in relation to a theory of the subject committed with the idea of human finitude, chained to an identitary principle: thinking the ways of comprehending the humane beyond representation. In opposition to a philosophy of identity, Žižek’s work has been directed on the problem of excess/lack in the order of being, and it is through the relation between German idealism and psychoanalysis that he developed his reflections. This perspective opens a fundamental political field, because the power of dismission of structural modes of subjetivation guards the possibility of new modes of subjectivation. Thus, the subject is the one who carries the transcendental condition of possibility and impossibility of the ways of being. A politics aiming at emancipation must break with the comprehension of man based on identitary figures. In face of these problemes, it is necessary to establish an humanity freed from the category of the “human”, that allows new political arrangements. The “inhuman”, then, would be precisely this dimension of the impersonal and depersonalized, that which cannot be singled out through the recognition of individual psychological processes. Thus, the critical pedagogical-political act institutes its own legality, suspending the Law of the prevailing oppressive power, opening up spaces for creativity and the establishment of a process of socioeconomic, cultural and political emancipation.
Descrição: CARVALHO, Mayara Pinho de. O sujeito como operador de uma indeterminação: dialética, psicanálise e ato educativo. 2015. 117f. – Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Educação Brasileira, Fortaleza (CE), 2015.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/16427
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