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Título: SE índice de indeterminação do sujeito ou SE sujeito? (uma proposta para discussão)
Autor(es): LADEIRA, José Dionísio
Palavras-chave: Gramática
SE sujeito
SE índice de indeterminação do sujeito
Data do documento: 1986
Editor: Revista de Letras
Citação: LADEIRA, J. D. (1986)
Resumo: Nossas gramáticas só falam em SE sujeito no caso de acusativo com infinitivo (ACI): Pedro deixou-se ficar ao relento. O herói fez-se imolar em praça pública. De fato, o latim não possuía esse pronome ao nível do nominativo (o caso sujeito) e os SEs pronomes que chegaram ao português têm etimologicamente duas origens: Um é a continuação do SE acusativo tal e qual; O outro (que desempenha. as funções de "objeto indireto") é a evolução de sibi (dativo), que deu SI e SE (cf. mihi> mi> mim e me; tibi> ti e te). Paralelamente, esclareça-se que a forma sui (genitivo) desapareceu, nada produzindo em português, enquanto o se ablativo - sempre acompanhado de cum - deu sigo, através da sonorização do [k], quando em posição intervocálica (cf. me + cum> migo, te+ cum> tigo; mas: nos+ cum> nosco, vos + mum > vosco) e, mais tarde , esquecida a noção de que sigo (como migo, tigo, nosco e vosco) já continha cum, voltou-se a usar cum + sigo, donde a forma consigo que, diacronicamente, é redundante (cf. comigo, contigo, conosco e convosco)...
Descrição: LADEIRA, José Dionísio. SE índice de indeterminação do sujeito ou SE sujeito? (uma proposta para discussão). Rev. de Letras, Fortaleza, v. 11, n. 2, p. 45-53, jul./dez. 1986.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/17317
ISSN: 0101-8051
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