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Título: Os Gêneros Textuais na Formação do Professor Alfabetizador: Implicações para a Prática Pedagógica
Título em inglês: Les Genres Textuels La Formation do Professeur Alphabetisation: Implications Pour La Pratique Pédagogique
Autor(es): MELO, Claudiana Maria Nogueira
Orientador(es): MAMEDE, Inês Cristina de Melo
Palavras-chave: Professores alfabetizadores – Formação – Fortaleza(CE)
Professores alfabetizadores – Fortaleza(CE) – Livros e leitura Professores alfabetizadores – Fortaleza(CE) – Livros e leitura
Professores alfabetizadores – Fortaleza(CE) – Livros e leitura
Gêneros literários – Estudo e ensino – Fortaleza(CE)
Prática de ensino – Fortaleza(CE)
Data do documento: 2009
Editor: http://www.teses.ufc.br
Citação: MELO, C. M. N. ; MAMEDE, I. C. M. (2009)
Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo investigar a presença dos gêneros textuais nas experiências formativas (familiares, escolares, acadêmicas e profissionais), de quatro professoras alfabetizadoras de uma escola pública de Fortaleza, e as repercussões que particularmente têm essas experiências para a prática pedagógica. O quadro teórico deste estudo foi organizado em três temáticas agrupadas nas discussões sobre alfabetização/letramento (FERREIRO E TEBEROSKY, 1985; SOARES 2002); gêneros textuais (BAKHTIN, 1992; BRONCKART, 1999; MARCUSCHI 2003, SCHNEUWLY E DOLZ, 2004) e formação docente (GARCIA, 1995; GÓMEZ, 1995; SCHÖN, 1992; NÓVOA, 1992; ZEICHNER, 1995, PIMENTA 2002; TARDIF, 2002). A metodologia utilizada foi a abordagem qualitativa, especificamente estudo de caso de observação, desenvolvido no período de setembro de 2007 a janeiro de 2008. Os procedimentos metodológicos envolveram: entrevistas com as professoras e observações da prática pedagógica. Os resultados desta investigação evidenciaram que todas as docentes foram alfabetizadas tendo a cartilha, como principal recurso, e que demarcou em suas experiências a carência da diversidade textual na escolarização. Essa lacuna deixada pela escola, provavelmente, teve repercussões no letramento dessas educadoras. Em contrapartida, essas professoras tiveram a presença atuante de um leitor, em suas famílias, que se tornaram referência em suas vidas ajudando a constituir o hábito e o prazer pela leitura. Outra constatação é a de que os gêneros textuais contos, lendas, fábulas e histórias em quadrinhos destacaram-se como as experiências mais significativas dessas professoras na infância, e o romance foi o gênero textual lido na adolescência. Verificou-se ainda, que a formação inicial é compreendida por elas como experiência positiva e de importância para suas atuações no magistério, contudo, não se localizaram evidências de subsídios teóricos que sistematizassem o trabalho com gêneros textuais. No tocante à formação continuada, alguns gêneros textuais como lista, conto, e outros que as crianças saber de cor (parlendas, poemas etc) vão emergir como componente de estudos, muito embora os conhecimentos revelados acerca desses gêneros se tenham apresentado de forma fragmentada e superficial entre as docentes. Com relação à prática pedagógica desenvolvida em sala de aula, observou-se que os gêneros textuais mais utilizados pelas professoras foram contos, calendário, agenda escolar, quadro de rotina, lista e poema. De forma menos frequente e de uso não comum a todas as professoras identificaram-se os jogos de regras, receita, parlenda e bilhete. Quanto à presença, frequência e qualidade do trabalho pedagógico desenvolvido com gêneros textuais na sala de aula, foram identificados ainda, alguns fatores que se apresentaram como variáveis importantes à sua proposição: familiaridade e o gosto pessoal da professora por determinados gêneros, interesse demonstrado por seus alunos e a segurança didática que a docente acreditava ter no trabalho com alguns gêneros textuais. Em suma, concluiu-se que as experiências significativas com os gêneros textuais ao longo da vida, nas diversas instâncias formativas, têm repercussões para a prática pedagógica e para o desenvolvimento pessoal e profissional do professor alfabetizador.
Abstract: Cette recherche a eu pour but examiner la présence des genres textuels dans les expériences formatives (familiales, écolières, académiciennes et professionnelles) de quatre professeurs responsables de l’alphabetisation d’une école publique de Fortaleza, et les répercussions que particulièrement ont ces expériences pour la pratique pédagogique. Le cadre théorique de cette étude a été organisé sur trois thématiques assemblées dans les discussions sur l’alphabétisation/aquisition du langage écrit (FERREIRO E TEBEROSKY, 1985; SOARES 2002) ; genres textuels (BAKHTIN, 1992; BRONCKART, 1999; MARCUSCHI 2003, SCHNEUWLY E DOLZ, 2004) et formation enseignant (GARCIA, 1995; GÓMEZ, 1995; SCHÖN, 1992; NÓVOA, 1992; ZEICHNER, 1995, PIMENTA 2002; TARDIF, 2002). La méthodologie ultilisée a été l’approche qualicative, surtout l’étude de cas d’observation, developpé dans la période de septembre 2007 à janvier 2008. Les démarches méthodolgiques engagées: des entretiens avec les professeurs et des observations de la pratique pédagogique. Les résultats de cette recherche ont montré que tous les professeurs ont été alphabetisés en ayant le syllabaire, comme le principal resource, et qui a démarqué dans ses expériences l’absence de diversité textuelle dans la scolarisation. Cette lacune laissée par l’école, probablement, a été des repercussions dans l’aprendissage de la langue écrite de ces professeurs. Par contre, ces professeurs ont été la présence opérante d’un lecteur, dans leurs familles, qui ont devenus des modèles dans leurs vies en aidant comme cela à construire l’habitude et le plaisir de la lecture. Une autre constatation est celle de que les genres textuels, les contes, les legendes, les fables et les bandes dessinées se sont detachées commes les expériences les plus significatives de ces professeurs à l’enfance, et le roman a été le genre textuel lu pendant l’adolescence. On a vérifié encore, que la formation initiale est comprise par elles comme une expérience positive et qui a une grande importance à leurs performances dans le magistaire, par contre, on a pas observé des évidences des subventions théoriques qui systématisent le travil avec les genres textuels. Par rapport la formation continuée, certains genres textuels comme la liste, le conte, et d’autres que les enfants apprennent par coeur (jeux de mots, poèmes, etc) vont émerger comme des éléments d’étude, bien que beaucoup de fois les connaissances devoilés par rapport ce genre se sont révelées de manière fragmentée et superficielle entre les enseignants. Par rapport la pratique pédagogique developée dans la salle de classe, on a verifié que les genres textuels plus utilisés par les professeurs ont été les contes, les calendriers, l’agenda écolière, le tableau du quotidien, la liste et le poème. De façon moins fréquente et pas beaucoup utilisé par les professeurs on a identifié les jeux de règles, la recette, les jeux de mots et le billet. Par rapport la présence, la fréquence et la qualité du travail pédagogique developpé avec les genres textuels dans la salle de classe, ont été identifiés encore, quelques facteurs qui se sont présentés comme de variables importants à sa proposition : familiarité et le goût personnel du professeur pour certains genres, intéret démontré par leurs élèves et l’assurence didactique que le professeur croyait avoir dans le travail avec certains genres textuels. En somme, on concluit que les expériences siginificatives avec les genres textuels tout au long de la vie, dans plusieurs instances formatives, ont des repercurssions pour la pratique pédagogique et pour le développement personnel du professeur responsable de l’alphabetisation.
Descrição: MELO, Claudiana Maria Nogueira. Os gêneros textuais na formação do professor alfabetizador: implicações para a prática pedagógica. 2009. 216f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Ceará, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, Fortaleza-CE, 2009.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/2994
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