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Título: A escola como personagem da literatura brasileira
Autor(es): Garcia, Celina Fontenele
Orientador(es): Dallago, Maria Lúcia Lopes
Palavras-chave: Literatura brasileira
Sistema educacional
Escola
Controle social
Data do documento: 1988
Citação: GARCIA, Celina Fontenele. A escola como personagem da literatura brasileira. 1988. 85f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Ceará, Mestrado em Educação, Fortaleza (CE), 1988.
Resumo: No presente trabalho tentamos demonstrar que o elitismo, o dualismo e o bacharelismo sempre estiveram presentes em nosso sistema de ensino e, conseqüentemente, em nossa formação intelectual. É um estudo baseado na obra de alguns autores de História da educação, da cultura, da política, da sociedade ou que escreveram romances e memórias em que falaram da escola brasileira. A escolha desses autores teve como fator preponderante a visão crítica que tiveram sobre a realidade do Segundo Império e da Segunda República. A análise da escola como núcleo de nosso estudo conduz-nos à conclusão de que, em nosso País, o elitismo e o dualismo na educação geram o bacharelismo que constitui um meio de ascensão social. Isso se constata através do panorama da História do Brasil, que nos mostra uma sociedade patriarcal, latifundiária e escravocrata, baseada na monocultura agrária e intelectual. A literatura, constituindo o documento histórico e sociológico mais antigo que existe, mostra que nossa escola é o reflexo da sociedade brasileira sempre dependente. Essa sociedade, como um todo, reflete-se na literatura do Segundo Império e da Segunda República, nas obras de: Raul Pompéia, José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Pedro Nava. Esses autores apresentam uma sensibilidade nostálgica ou revoltada contra essas características mais marcantes da educação nacional: o elitismo e o dualismo. Analisamos, assim, nossa literatura, tendo como pontos de referência a história da educação e a história da sociedade brasileira. Para os escritores, aqui estudados, a escola é o ponto central de um problema gerado na infância e que se estende até a vida adulta. A violência física e a violência simbólica aparecem em todos os momentos da vida escolar desses autores, numa escola desvinculada da realidade e que causa a revolta, o medo, e o analfabetismo. A partir desse estudo constatamos que nossa escola pouco ou nada mudou. Os mesmos problemas permanecem. Assim, a escola brasileira cresceu apenas numericamente e não qualitativamente.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/38601
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