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Title in Portuguese: A imanência da linguagem em Spinoza
Title: The immanence of language in Spinoza
Author: Mathias Netto, Jayme
Advisor(s): Sahd, Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva
Co-advisor(s): Vinciguerra, Lorenzo
Keywords: Filosofia
Linguagem
Imanência
Spinoza
Autoconhecimento
Expressão
Issue Date: 2019
Citation: MATHIAS NETTO, Jayme. A imanência da linguagem em Spinoza. 2019. 364 f. Tese (Doutorado em Filosofia) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2019.
Abstract in Portuguese: A tese assume a centralidade da linguagem dada pelo linguistic turn ou reviravolta linguística contemporânea. Propomos, com isso, a retomada da filosofia da imanência de Spinoza para essa questão. Defendemos que o filósofo promove a linguagem como força afirmativa de si, como autoconhecimento e expressão em sua atividade propriamente filosófica e imanente. Para isso, assumimos o seguinte itinerário: fazemos uma retomada do século XVII, enfatizando as questões específicas da semântica tradicional da linguagem, tendo por base a teoria do conhecimento cartesiana. Após isto, apresentamos a base teórica para pensar a linguagem em Spinoza contra o cartesianismo, a saber, o eu, o livre-arbítrio e o autoconhecimento. Compreendemos que, para Spinoza, a linguagem segue uma ordem comum e habitual que pode ser vencida pela ordem das ideias ativas do intelecto e conforme sua natureza e potência. Disso extraímos como o filósofo mesmo afirma a sua própria força de interpretação pela linguagem escrita em seu pensamento. Daí a hipótese central ser a de tomar Spinoza como intérprete de sua vida e dos textos que lhe chegam como afetividade, sendo essa capacidade interpretativa presente também no uso criativo da linguagem através da expressão escrita de sua própria teoria filosófica. Dessa forma, o método geométrico não é um modelo idealizado, mas atravessado de afetos, afecções e ideias que afetam o leitor. Por fim, diferentemente do ideal de uma comunicação linguística perfeita, a Ética é colocada como uma obra que transmite o maior afeto que pode existir através da escrita e é um convite também para o leitor usufruí-lo. Com isso, ao mesmo tempo, o autor convida seu leitor a esse conhecimento e expressão de si, onde a geometria é um prisma óptico de abertura de sentidos e experiências singulares. A filosofia da imanência, diferentemente dos paradigmas semânticos ou pragmáticos contemporâneos, promove uma imanência absoluta da linguagem que se vincula à expressão e à comunicação da filosofia e da linguagem como vida, isto é, como potência afetiva.
Abstract: The thesis assumes the centrality of the language given by the linguistic turn. We propose, therefore, the resumption of Spinoza's philosophy of immanence for this question. We argue that the philosopher promotes the language as an affirmative force, as self-knowledge and expression in its proper philosophical and immanent activity. To doing this, we assume the following itinerary: we make a seventeenth century revival, emphasizing the specific questions of the semantical traditional language, based on the cartesian theory of knowledge. Afterwards, we present the theoretical basis for thinking the language in Spinoza against cartesianism, namely the self, free will and the self-knowledge. We understand that, for Spinoza, the language follows a common and habitual order that can be overcome by the order of the active ideas of the intellect and according to its nature and potency. We extract how the philosopher himself affirms his own power of interpretation by the written language in his thought. From this idea, we assume that the central hypothesis is take Spinoza as interpreter of his life and of the texts that come to him as affectivity. This interpretative capacity is present also in the creative use of language through the written expression of his own philosophical theory. In this way, the geometric method is not an idealized model but is crossed by affects, affections and ideas that affect the reader. Finally, unlike the ideal of perfect linguistic communication, the Ethics is placed as a work that conveys the greatest affection that can exist through writing and is an invitation also for the reader to enjoy it. With this, at the same time, the author invites his reader to this knowledge and expression of himself, where geometry is an optical prism of an opening of singular senses and experiences. The philosophy of immanence, unlike contemporary semantic or pragmatic paradigms, promotes an absolute immanence of language that is linked to the expression and communication of philosophy and language as life, that is, as an affective potency.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/45471
metadata.dc.type: Tese
Appears in Collections:PPGFILO - Teses defendidas na UFC

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