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Título: O caráter pedagógico da atividade sindical e os limites do economicismo
Título em inglês: The pedagogical union activity and the limits of economism
Autor(es): FÉLIX, Antônio Ferreira
Orientador(es): COSTA, Frederico
Palavras-chave: Labor
Economism
Education
Trabalhadores – educação
Relações trabalhistas
Educação para o trabalho
Sindicatos e educação
Data do documento: 2013
Editor: www.teses.ufc.br
Citação: FÉLIX, A. F.; COSTA, F. (2013)
Resumo: O presente trabalho tem como principal propósito demonstrar o papel pedagógico das organizações sindicais na educação dos trabalhadores no contexto da sociabilidade do capital em crise e colocar a importância dessas organizações para a luta dos trabalhadores, que mesmo muitas vezes servindo à classe dominante, para conformá-los à exploração, podem, em certas circunstâncias, converter-se em um dos instrumentos na educação/organização e mobilização com o objetivo de transformar a sociedade rumo a uma sociabilidade emancipada. Para tal intento fizemos um intercurso histórico por dentro do modo de produção capitalista, primeiro observando o surgimento das organizações dos trabalhadores, desde as primeiras formas de resistência, que, no início, eram reações individuais (como roubos e assassinatos, destruição das mercadorias estrangeiras), depois destruição das máquinas (não esquecendo as organizações secretas) e, finalmente, as formas mais evoluídas de organizações, como os sindicatos e os partidos operários. Posteriormente, buscamos a definição do que é educação, partindo da atividade prática dos homens, da práxis material, para compreender a relação de determinação, dependência e autonomia entre teoria e prática, existência e consciência. Enfim, buscamos entender onde se situa a educação, especificamente na moderna sociedade produtora de mercadorias, da propriedade privada dos meios de produção, do trabalho assalariado e, sobretudo, da contradição cada vez mais aguda entre as forças produtivas e as relações de produção, no seio da luta de classes. Nesse contexto, as organizações sindicais são levadas, normalmente, a pautar seu combate na imediaticidade, no economicismo, ficando, portanto, nos limites da luta contra os efeitos, não combatendo as causas da real exploração à qual é submetida a classe trabalhadora. Contudo, os sindicatos podem estar ou a serviço da classe dominante, quando levam a cabo a conciliação de classes, ou na defesa da classe dominada, quando educam, organizam e mobilizam a classe trabalhadora para a ação direta, levando-a a confiar na sua organização, na sua força e na defesa dos seus interesses. Para o alcance do nosso objetivo de investigação, examinamos as produções teóricas sobre sindicatos, a partir da revisão dos escritos de Marx (2008; 2009), Engels (2009; 2010), Lênin (1979; 2005; 2010), Trotsky (1978; 1979; 2008), Rosa Luxemburgo (1990), Arcary (1995; 2005), Gramsci (1978), Lora (1989) e outros que pesquisam o tema. Para isso, tentaremos demonstrar, por um lado, o processo de burocratização dos sindicatos, atrelado aos governos e aos patrões; por outro, a resistência dos trabalhadores na busca de se organizar, forjando organizações independentes, classistas e que têm como horizonte estratégico a luta pelo socialismo.
Descrição: FÉLIX, Antônio Ferreira. O caráter pedagógico da atividade sindical e os limites do economicismo. 2013. 158f. – Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Educação Brasileira, Fortaleza (CE), 2013.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/6008
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