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Título: Conversas entre história e literatura: o exemplo de Alencar
Autor(es): PRIORE, Mary Del
Palavras-chave: Análise do discurso literário
Literatura brasileira - Séc. XIX
Alencar, José de, 1829-1877 - Crítica e interpretação
Literatura brasileira - Crítica e interpretação
Ficção brasileira - Aspectos sociais
Ficção brasileira - Aspectos históricos
Alencar, José de, 1829-1877 - Visão política e social
Alencar, José de, 1829-1877 - Análise do discurso literário
Data do documento: 2009
Editor: Revista de Letras
Citação: PRIORE, M. D. (2009)
Resumo: Para começar, uma pergunta: a história conta uma estória? Ou quem conta, é o contador de folhetos de cordel, a velha avó, o grande Pedro Nava em suas memórias, o menino José de Alencar que lia folhetins para sua mãe? Não são eles, afi nal, uma espécie consagrada de rosto e de voz da história? Não se tornou freqüente dizer que um bom livro de história – como os que escreve, por exemplo, o jornalista Eduardo Bueno – se lêem como romances, escapando ao tédio que inspiram os livros universitários? E nesta fórmula elogiosa, o como – sublinhe-se - é fundamental. O livro é, então, recomendado. Trata-se de história garantida. De fatos acontecidos, de um fenômeno histórico explicado, de arquivos e documentos inéditos que foram examinados, de conhecimentos novos descobertos. Não obstante, o livro se lê: a montagem, a intriga, a escrita fazem com que os leitores o penetrem como numa obra de fi cção. Ou seja, ele convida o leitor a se deixar arrastar pelo prazer da leitura; ele instrui enquanto diverte. Embora tudo faça para parecer um romance, o livro em questão não é um romance histórico – gênero no qual o essencial se subordina ao acessório. E, por fi m, é graças a este como, que é o leitor quem ganha nas duas frentes: a da história e a da literatura. Mas, afi nal, a história conta uma história? Se eu tivesse que responder esta questão há trinta anos atrás, diria, rispidamente: NÃO! Os historiadores profi ssionais invocariam o compromisso que assumiram no século XIX de fazer valer a ciência contra a arte. E ciência de observação, ciência de análise, ciência leitora e intérprete de documentos que, um dia, desembocariam em sínteses, por que não, em leis, ou, ainda na suprema verdade? A narrativa? Uma ingenuidade.(...)
Descrição: PRIORE, Mary Del. Conversas entre história e literatura: o exemplo de Alencar. Revista de Letras, Fortaleza, v. 1, n. 29 , pt. 2, p. 92-95, 2009.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/875
ISSN: 01018051
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